PAVILHÃO ALEMÃO, BARCELONA - MIES VAN DER ROHE
Se motivos faltassem para visitarmos a capital da Catalunha, o património arquitectónico existente já justificava uma ida a Barcelona.
Seria uma falta de respeito falarmos de Barcelona sem falar de Gaudi, o mestre responsável pelos edifícios excêntricos e fantásticos que projectou na cidade. No entanto, hoje fugimos à regra com a promessa de em outras crónicas lhe dedicarmos a devida homenagem.
Hoje sugerimos que saiamos dos roteiros base da capital.
Sugerimos uma visita ao verde do Parque Montjuic e à pérola que lá se encontra: O Pavilhão Alemão de Mies van der Rohe.
Construído para a exposição mundial de 1929, trata-se de um exemplo soberbo da genialidade do arquitecto alemão e um exemplo puro da arquitectura moderna.
Se hoje em dia, sentimos a originalidade e a irreverência que diz não à resignação dos costumes e da forma de construção, imaginemos então o que foi sentido em 1929, quando o edificio foi construido.
Quando comparamos um edifício destes com muitos que são projectados nas nossas cidades, questionamos se desde a altura, evoluimos ou retrocedemos na maneira de projectar e conceber edifícios, uma vez que a a aquitectura deve ser a representação espacial do espirito e da cultura de uma época.
A simplicidade e o minimalismo dos planos e volumes construtivos recebe na perfeição a exuberância dos materiais nobres nos revestimentos e as esculturas dos jardins.
O mobiliário, também da autoria do arquitecto ainda hoje se encaixa nas peças mais cobiçadas de design de interiores.
O edifício merece uma visita por si próprio, pelos jardins e por nos lembrar que há mais de 80 anos, alguém já desafiava os costumes e a banalidade, fazendo avançar a arquitectura e logo o Mundo.